Fernando de Noronha – Como chegar ao paraíso?

Por Rafa Cruz e Silva, nosso viajante convidado

 

A primeira preocupação do viajante que deseja conhecer Fernando de Noronha é a chegada. Por se tratar de um parque nacional marinho – e, consequentemente, uma área de proteção ambiental – o acesso ao arquipélago é rigidamente controlado. Para desfrutar Noronha você deve, inicialmente, se preocupar com o pagamento da taxa de preservação ambiental. Ela pode ser paga com antecedência pelo site oficial do arquipélogo (link aqui). O valor é proporcional à quantidade de dias que você vai ficar na ilha e, para gerar o boleto, você já deve informar onde vai se hospedar. Basicamente é o seguinte: ninguém vai para a ilha para “ver qual é”. Para conservar as belezas naturais de Noronha, quase tudo ligado ao turismo é fiscalizado. Para ir à ilha, é necessário informar com antecedência onde e por quanto tempo você vai ficar.

 

O comprovante de pagamento da taxa de preservação ambiental deverá ser apresentado no desembarque. Se você não o tiver, nem entra na ilha. Dá para pagar no aeroporto, mas a fila é bem maior do que a de quem já trouxe a taxa paga. Uma via do comprovante fica com você para ser apresentado quando você estiver saindo de Noronha.

 

Com poucas opções de voos, sempre partindo de Natal ou Recife, o aeroporto de Noronha é o segundo desafio para quem visita o arquipélago. Como quase tudo na ilha, a infraestrutura é precária, o que acaba gerando algumas dificuldades, especialmente para pousar e decolar.

 

O aeroporto obviamente não funciona por aparelhos. Para pousos e decolagens, as condições de tempo e visibilidade devem estar muito boas – para não dizer quase perfeitas. Na nossa visita, decolamos de Recife e, quando começamos a sobrevoar a ilha, o piloto não teve autorização para pouso. Tivemos que voltar para a capital pernambucana para, logo em seguida, decolar novamente. Conseguimos chegar com umas três horas de atraso e com a notícia de que nossa aeronave foi a última a trafegar na pista. Dois voos que ainda estavam previstos não conseguiram decolar e seus passageiros tiveram que se virar para passar mais uma noite em Noronha. (Pitaco da editora: essa informação é importante! Significa que você tem sempre que se programar – ou pelo menos ficar de sobreaviso – para uma noite a mais na ilha ou na cidade de onde está partindo, Natal ou Recife.)

 

Enfim desembarcado chega a hora de pagar a segunda taxa para conhecer o arquipélago. Na verdade, é um ingresso para visitar as áreas protegidas do Parque Nacional Marinho. Ele pode ser comprado em qualquer posto do ICMBio – o mais central, próximo à Vila do Trinta, é o mais popular. O ingresso é válido por 10 dias e você deverá apresentá-lo nos PICs do ICMBio que ficam na entrada de algumas das diversas praias e trilhas.

 

Depois da explicação acima, vem a pergunta óbvia: então nem todas as praias de Noronha são protegidas? É possível passear pela ilha sem comprar o ingresso? Bom, possível até é. Mas você não vai querer fazer isso. Apesar das praias “urbanas” da ilha – praia do Cachorro, do Meio, da Conceição, Boldró e Cacimba do Padre – serem lindas, nem se comparam às praias das áreas protegidas. Não comprar o ingresso é economia burra – e garantia de perder os principais pontos de visita.

 

Quer saber mais, né? É claro… Então corre aqui:

Onde ficar no paraíso?

O que fazer no paraíso?

Onde comer no paraíso?

Este é um dos nossos posts de viajantes convidados, uma seção que Rafa Cruz e Silva está inaugurando no Muito Além da Fronteira. Veja o post de abertura.

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