Sobre fronteiras

Sobre nós e as fronteiras

 

Ninguém volta imune de uma viagem.

Há sempre um quê de qualquer caminhada, por um lugar qualquer, que torna os passos de cada dia mais pesados, mais densos, por se saberem conhecedores de outros caminhos, outras pedras, outras terras.

Eu sempre acreditei nisso. Sempre soube que dos caminhos que eu sonhava tomar não existia volta. Nunca. Para todo aquele que se foi, existe um outro que volta. Um outro.

É com essa certeza que embarcamos. Sempre em busca de uma trilha que vá muito além da fronteira. Do Brasil, do que conhecemos, do tempo que vivemos. Muito além de uma fronteira de nós mesmos.

 

Sobre o blog

 

A cada fronteira, física ou não, que atravessamos, muitas ideias nascem, crescem, tomam conta de nós. E eu sempre tive uma necessidade latente de colocá-las no papel (o engraçado é que, talvez, isso aqui nunca chegue a ser de fato um papel). O mesmo comichão que faz meus pés quererem andar por esse mundo sem poder parar, me faz querer, a cada andança, escrever sobre tudo que se vê, ouve, come, sente, pensa, sofre, ama, odeia, o que se passa ao redor.

 

E aí isso tudo mexe e remexe aqui dentro e acaba virando crônicas, pequenos relatos de viagem que não têm a intenção de serem exatamente fiéis, mas também não viajam demais. Que não serão a melhor e mais confiável das fontes de informação, mas podem dar uma ajudinha ao próximo viajante. Que não precisam ser grandes tratados sobre a natureza humana ou a sociedade em que vivemos, mas que podem arriscar, de vez em quando, um palpitezinho.

 

E, no final, eu me rendi à era blog, como uma forma de publicar isso tudo e parar de esconder minhas histórias em promessas e dívidas e causos longos em festas e encontros casuais. Confesso que, por muito tempo, tive medo de não ter material sempre, para postagens constantes. Mas isso pode ser só uma desculpa para viajar sempre e mais. E quem me conhece, bem sabe: assunto não deve faltar.

 

E daqui partimos. Sem destino exato. Só sei que chegaremos.

Boa viagem
Todos a bordo, para além da fronteira
Anúncios

1 comentário Adicione o seu

  1. disse:

    Por onde começo a comentar? Como já estou acostumada, Lu, quem faz os fios das minhas meadas é você. Se, tanto quanto você, eu amo viajar, ver, comer, sentir, cheirar, pensar e passar por todo tipo de perrengue, e se também adoro escrever e tenho vontade de registrar tudo que passo nas minhas andanças, me falta um item que em você sobra: a memória. Eu, com a minha memória de peixinho dourado. E tantas viagens fizemos juntas, e tantas ainda vamos fazer.

    Como já disse tantas vezes, Lu, você é o meu HD externo. O que me deixa muito feliz e livre para saborear cada momento sem ter que fazer um enorme esforço pra armazenar a enorme quantidade de dados. Em mim, isso tudo fica gravado nos (cada vez mais densos) passos, e agora, felizmente, num espaço seu, nosso, nas histórias deste blog!

    Leitores, não duvidem da capacidade do relato dessa viajante: eles vão ser sempre fiéis, cheios de detalhes, confiáveis e deliciosos.

    Tudo isso é para agradecer e fazer uma declaração:
    Lu, obrigada por ser meu HD externo!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s